sábado, 8 de outubro de 2011


São João Calábria
João Orestes Maria Calábria, seu nome de batismo, nasceu em 8 de outubro de 1873, em Verona, Itália, sétimo filho de uma família cristã muito humilde. O pai, Luís, era sapateiro e a mãe, Ângela, uma empregada doméstica e cristã exemplar. Desde pequeno, João teve uma saúde frágil, agravada ainda pela grande fome que atingira a região do Vêneto.

Quando o pai faleceu, teve de interromper o quarto ano do ensino básico para trabalhar como garçom. Com a ajuda de padres amigos da família, começou a estudar para entrar no seminário. Preocupado com os necessitados, desde o início teve a preocupação de visitar os doentes, mas desdobrava-se na catequese das crianças abandonadas, suas prediletas.
Em 1894, foi chamado para o serviço militar. Esta fase, segundo seus orientadores, seria interessante para colocar à prova sua verdadeira vocação sacerdotal. Logo foi escalado para a enfermaria do hospital militar, onde se dedicou de corpo e alma a cuidar dos enfermos.
Após dois anos, retornou ao seminário, onde foi aprovado como noviço. Mas o seminarista Calábria nunca mais deixaria de visitar o hospital militar. Em 1901, recebeu sua ordenação sacerdotal.
 Em 1907, foi nomeado vigário da Reitoria de São Benedito ao Monte. Lá, devido à sua especial atenção para com as crianças abandonadas, criou, no mesmo ano, uma casa de acolhida para elas, chamada "Casa dei Buoni Fanciulli", isto é, "Casa dos Bons Meninos", cuja sede depois foi transferida para a próxima cidade de São Zeno, onde hoje está a Casa-mãe. Em breve, os lares para as crianças abandonadas foram se estendendo por toda a Itália.
Em decorrência dessa obra, ele acabou fundando também duas congregações religiosas. Primeiro a masculina: dos Pobres Servos da Divina Providência; logo depois o ramo feminino: das Pobres Servas da Divina Providência. A orientação básica que o fundador costumava repetir aos seus religiosos, colaboradores leigos e aos jovens dos lares que criou era muito simples, como foi toda a sua vida: "Sejam evangelhos viventes". Com isso lhes pedia para encontrarem o amor de Deus vendo o irmão necessitado como a única fonte para poder sentir e demonstrar a verdadeira Paixão de Jesus Cristo pela humanidade.
João Calábria faleceu no dia 4 de dezembro de 1954, na Casa-mãe de suas obras, em São Zeno. O papa Pio XII, que na ocasião também estava doente, quando recebeu a notícia da morte de padre Calábria, cuja vida acompanhou e admirava, assim o definiu: era um "campeão de evangélica caridade". Canonizado pelo papa João Paulo II em 1999, a data comemorativa oficial da memória de são João Calábria ocorre no dia 8 de outubro, em vez de 4 de dezembro, por uma especial autorização concedida, a pedido das congregações, pela Santa Sé.
São João Calábria, rogai por nós!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Espiritualidade

Síntese da obra “O céu começa em você” de Anselm grün  

   Introdução: O autor em sua obra procura buscar inspiração na rica fonte de espiritualidade cristã vivida pelos primeiros monges por volta dos anos 300 a 600 dC. O mais interessante é que esta espiritualidade encontrada nos monges vem ao encontro das necessidades e anseios atuais. Esta espiritualidade é conquistada a partir da base e começa em nós mesmos, em nossos pensamentos, sentimentos e paixões. O caminho que nos leva para Deus, segundo os padres do deserto, conduz a uma percepção e a um encontro muito intenso conosco mesmos. O que os padres do deserto nos ajudam a descobrir é que não se fala aí meramente sobre os homens e sobre Deus, mas que suas palavras provêm de um sincero autoconhecimento e de uma verdadeira e real experiência de Deus. A espiritualidade dos primeiros monges é mistagógica, ou seja, ela conduz para dentro do mistério de Deus e do homem.

1. A ESPIRITUALIDADE A PARTIR DA BASE
   Os padres do deserto nos ensinam uma espiritualidade a partir da base. Para eles o caminho para Deus sempre conduz ao autoconhecimento. Evágrio Pôntico afirmou: “Se queres conhecer a Deus, aprende primeiramente a conhecer a ti mesmo!” Sem o auto conhecimento corremos o perigo de nossos pensamentos sobre Deus serem meras projeções.
   O paradoxo do nosso caminho espiritual está no fato de subirmos para Deus à medida que nos rebaixarmos até a nossa realidade. É desta forma que entendemos a palavra de Jesus que diz: “Quem se humilha a si mesmo, será exaltado” (Lc 14,11; 18,14).
   É descendo para dentro de nossa condição terrena que nós entramos em contato com o céu, com Deus. Pois quando criamos coragem para descer até nossas próprias paixões, elas nos elevam a Deus. Por ser esta humildade o caminho mais difícil e desprezível para chegar a Deus, por isso que foi tão exaltada pelos padres monásticos. Pois aquele que almeja o céu com facilidade, nada encontra além de sua imagem pessoal a respeito de Deus e suas próprias projeções.
   O que precisamos fazer é através dos pecados, mergulhar dentro de nossa profundidade, porque é a partir do mais baixo que poderemos ascender até Deus. Somente o humilde é quem esta preparado a abraçar seu húmus, sua humanidade, sua terrenidade, sua sombra, experimentará o Deus verdadeiro. Para os monges é a humildade que os anima a buscar a verdade e os faz abraçar sua própria terrenidade e humanidade.
   O que é a humildade? Um ancião respondeu: humildade é uma grande obra; uma obra divina! O caminho para humildade, porém deve ser este: realizar trabalhos corporais, considerar-se um homem pecador, submeter-se a todos. O submeter-se a todos significa não prestar atenção às falhas dos outros, mas antes estar atento para as próprias falhas.
   Desta forma o caminho para Deus passa pelo encontro comigo mesmo, pelo rebaixamento para dentro de minha realidade.

2. PERMANECER EM SI MESMO
   Os patriarcas aconselham repetidamente aos monges permanecer na cela, a auto-suportar-se e a não fugir de si mesmo. A cela é sinal da morada do monge, um pequeno espaço que o monge construiu para si mesmo e lá permanece a maior parte do seu tempo. Nela ele permanece em oração e meditação. É também nela que ele trabalha.
   O permanecer na cela, quer dizer, o suportar-se a si mesmo, é o pressuposto para todo real progresso espiritual como também para a maturidade humana. Não existe homem maduro que não tenha tido a coragem de suportar-se a si mesmo e de encontra-se com sua própria verdade.
   A espiritualidade dos monges é sincera. Ela não passa por cima da realidade humana. O caminho para Deus, ao contrário, passa pelo autoconhecimento. Os monges não falam sobre Deus, eles o experimentam. Eles procuram afastar todas as possibilidades de dispersão, a fim de poderem direcionar o espírito completamente para Deus.
  O permanecer no interior da cela para o monge é um teste da realidade, pois se ele é capaz de suportar este enfrentamento consigo mesmo, onde nada é capaz de lhe tirar a atenção então, neste momento à verdade lhe atinge. Esta verdade em princípio pode ser até cruel, mas é ela que liberta. Desta forma que o monge irá ver se sua vida é coerente, irá ver se a imagem que ele tem de Deus é autêntica. Para os padres do deserto o interior da cela é um lugar de cura, pois justamente em seu interior é possível experimentar o amor de Deus e sua proximidade salvadora.
   Somente quando o monge vence esta etapa, poderá experimentar a cela como céu, o céu se abrirá sobre ele e sua pequena cela respirará a amplidão do céu, porque Deus mesmo está morando nela.

3. DESERTO E TENTAÇÃO
   O deserto é um dos grandes temas do monaquismo. Os monges vão conscientemente para o deserto para estarem a sós consigo mesmos e para procurar a Deus. O deserto era considerado pelos antigos como a morada dos demônios.
   Porém, o deserto não é somente a arena dos demônios. O deserto também é o lugar em que não é possível esconder-nos de nossa própria verdade. O deserto é o lugar em que somos confrontados mais cruelmente conosco mesmos e com nossas regiões mais sombrias. O deserto também é o lugar onde sentimos a maior proximidade de Deus.
   Deus conduz os monges ao deserto para ali suportarem a luta com os demônios e para, através da luta, poderem entrar no país da paz, no pais da visão de Deus. Desta forma os monges experimentam o deserto como o lugar em que Deus lhes está bem próximo, o lugar onde podem sentir o amor de Deus de uma forma mais intensa por não estarem impedidos por nenhuma sedução mundana. Para isso o monge precisa assumir esta luta com os demônios.
   A vida humana é marcada por conflitos constantes. Nós não podemos simplesmente vegetar. É preciso enfrentar os ataques que a vida eventualmente nos apresenta. É através das tentações que o homem obtém um faro do Deus verdadeiro. Sem tentações o homem estaria no perigo de apoderar-se de Deus e torná-lo inofensivo e inócuo. Pela tentação, porém, o homem experimenta existencialmente a sua distância de Deus, sente a diferença entre o homem e Deus.
   Os monges vêem as tentações com uma perspectiva positiva, Pois elas são um desafio para eles. As tentações os obrigam a cravar suas raízes ainda mais profundamente em Deus e a depositar toda a sua confiança nele. As tentações revelam para os monges que eles são incapazes de as vencerem somente com suas próprias forças e, por isso, a necessidade de confiar plenamente em Deus para conseguirem superá-las.
  Antes da tentação a pessoa reza a Deus como uma pessoa estranha. Porém, após ter suportado a tentação por amor a ele sem se deixar transtornar por ela, logo Deus a considera como alguém que lhe fez um empréstimo e tem o direito a dele receber juros. É como um amigo que por causa dele bateu contra o poder do inimigo.
   A tentação abriga-nos a lutar. Porque sem luta não há vitória. Vencer, porém, jamais é mérito nosso. Nós precisamos fazer a experiência de que, através da luta, Cristo age em nós e, de repente, nos liberta da luta constante e nos dá uma profunda paz.
   Estar consciente das tentações sem deixar-se dominar por elas é um caminho que nos mantém vivos, um caminho que sempre de novo nos recorda que nós mesmos não podemos tornar-nos melhores, mas tão somente Deus poderá transformar-nos muito.

4. ASCESE
   Os monges falam detalhadamente da luta que a vida com Deus exige. A vida no deserto é uma luta constante com os demônios e leva o monge a ter um trabalho constante. A ascese é um sentido ético, um exercício para um comportamento virtuoso. A ascese diz respeito a algo positivo, que é o exercício para a aquisição de uma atitude religiosa. Para os monges a ascese consiste no exercício pelo qual o ser humano se exercita numa atitude de “apatheia” que significa paz interior em que está aberto para Deus. Porém, para os padres do deserto este estado de paz sempre se origina da luta.
   Quando o monge atinge a paz interior, ele também alcança a pureza de coração que é um estado de clareza e pureza interior, de amor como abertura para Deus. Para alcançar este estado é necessário lutar. Portanto, para alcançar a pureza de coração e o amor, é necessário que façamos tudo por meio de obras ascéticas, pois elas são os instrumentos que podem libertar nosso coração de todas as paixões que nos atrapalham para a plenitude do amor.
   A ascese consiste sobretudo em tornar o corpo dócil e em subjugar as próprias vontades, em tornar-se senhor dos instintos e livre em relação às próprias necessidades.

5. CALAR E NÃO JULGAR
   Um sinal para saber se a ascese conduziu os monges para Deus é o não julgar. Por mais que o monge jejue com rigor e por mais que trabalhe duramente, isso tudo de nada adianta se, apesar disso, ainda fica a julgar os outros. Neste caso, a ascese apenas o faz se vangloriar-se diante dos outros. Ela serviu apenas para a sua soberba, para o aumento de sua auto-estima.
   Mas para quem, através de sua ascese, se encontrou a si mesmo, para quem agüentou ficar na cela, quando a repressão tende a ser maior, todo o julgamento sobre os outros passa como brisa. Por isso a maioria das sentenças dos patriarcas exortam a permanecer em si mesmo, a confrontar-se com a própria verdade e a não julgar os outros.
   Para os monges, o não julgar não é somente um critério para a ascese autêntica, mas também um auxílio para encontrar apropria serenidade interior.
   O julgamento não nos proporciona serenidade alguma. Pois, enquanto julgamos os outros, experimentamos inconscientemente que nós também não somos perfeitos. Desta forma renunciar o querer julgar os outros ou condená-los é um caminho para a paz interior conosco mesmos. Deixar os outros serem simplesmente como eles são, isso também, é uma maneira de sermos mais nós mesmos.
   Os monges exercitam a virtude do calar-se não como um fim em si mesmo, mas para se unirem a Deus. O calar é antes de tudo, a arte de estar plenamente presente, de admitir sem reservas o momento presente. O objetivo do calar é unir-nos com Deus, é estar de tal modo abertos para ele que ele possa preencher nossos pensamentos e sentimentos, que possamos experimentá-lo no fundo de nosso coração, que possamos presenciá-lo como a fonte de nossa interioridade, como fonte divina inesgotável.

6. A ANÁLISE DOS NOSSOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS
   O encontrar-se consigo mesmo, a que os monges aspiram e no qual eles vêem uma condição prévia do encontro com Deus, é antes de mais nada, um encontro com os seus pensamentos e sentimentos do próprio coração.
   O patriarca Evágrio está convencido de que grande parte de nosso caminho espiritual consiste em prestar atenção às paixões de nosso coração, em conhecê-las e tratá-las adequadamente. A finalidade deste tratamento é o estado da paz interior e serenidade. Na apatheia as paixões já não se combatem entre si, mas entram em harmonia com as outras. Evágrio chama também a saúde da alma de apatheia. A alma torna-se saudável quando ela entra em harmonia consigo mesma, quando está preparada para o amor, pois somente o homem que alcança o estado de apatheia é capaz de amar realmente.
   O conhecimento exato das emoções e paixões é a condição prévia para podermos lidar adequadamente com elas. A meta de nossa luta é atingir o estado de liberdade interior. Esta meta nada mais é do que um modo maduro de lidar com minhas emoções, ter um relacionamento equilibrado com minhas paixões. É um modo de estar em paz comigo mesmo e com minha sombra, minha totalidade, na qual a sombra é integrada e serve à aspiração espiritual.
   Os padres do deserto deixaram em seus escritos experiências com as paixões de nosso coração e as forças de nosso inconsciente:
   1) Ao âmbito da cobiça estão relacionados os vícios da gula, da luxúria e da cobiça. Comida, sexualidade e posses são três instintos básicos do homem que ele não pode simplesmente cortar ou ignorar, pois eles também o estimulam a viver. Importa saber se nos deixamos dominar por estes instintos ou se somos capazes de utilizá-los de forma que nos impulsionem no caminho para a vida e para Deus.
   2) Ao âmbito emocional estão relacionados três paixões: a tristeza, a cólera e a acídia. A tristeza sobrevém, algumas vezes, quando o ser humano não realiza seus desejos. Às vezes, ele vem acompanhado da cólera. A cólera é a mais forte das paixões. Com efeito, diz-se que é uma ebulição da parte irascível da alma e uma indignação contra quem lhe fez algum ultraje ou quem se presume que tenha feito. A acídia é a incapacidade de fazer-se presente no momento atual. Não se tem apetite nem para o trabalho nem para a oração. Nem mesmo o saborear o não fazer nada. Pois sempre se está com os pensamentos noutro lugar. A ascídia é uma expressão de fuga da realidade. Não se aceita encarar a sua própria realidade.
   3) As três paixões da esfera espiritual são:
   a) A Ambição: consiste no contínuo vangloriar-se diante dos outros. Tudo é feito unicamente para ser visto pelas outras pessoas.
   b) A Inveja: mostra-se na contínua comparação de si mesmo com os outros. Não sou capaz de encontrar-me com nenhuma pessoa sem comparar-me a ela. De um modo geral procuro desvalorizar o outro no intuito de revalorizar-me a mim mesmo.
   c) A Soberba: torna as pessoas cegas. O soberbo se identificou a tal ponto com sua imagem ideal, que se recusa a encarar a própria realidade. o demônio da soberba provoca na alma as piores quedas. Ele seduz o monge a não procurar em Deus a razão de suas ações virtuosas, mas em si mesmo.

7. O TRATAMENTO DAS NOSSAS PAIXÕES
   Para os padres do deserto a disciplina é um ótimo caminho para não se reprimir os instintos, mas formá-los para que possam estar à nossa disposição como forças em potencial. Superamos a tristeza quando nos afastamos da dependência do mundo, quando nos desprendemos daquilo que estamos presos, quando nos libertamos interiormente.
   O que nos ajuda, antes de ir dormir, é refletir sobre a ira e livrar-se dela, a fim de que ela não se fixe através do inconsciente no sonho, vindo manifestar-se no dia seguinte como insatisfação difusa. Pois, se nós, durante a noite, levarmos a ira conosco, perderemos o controle sobre nós mesmos.
   Perante a acídia os padres do deserto nos relatam que devemos permanecer em nossa cela e suportar aquilo que acontece em nosso interior. A acídia é a maior das tentações, porém ela tem como resultado uma maior purificação da alma.
   Diante da ambição os padres do deserto recomendam usar a recordação. Devemos recordar-nos de onde viemos, com quais paixões tivemos que lutar e como não foi mérito nosso que tenhamos vencido, mas sim, foi Cristo quem nos amparou nas lutas.
   O remédio mais eficaz é a contemplação, não terá mais valor algum aquilo que outras pessoas pensam a nosso respeito, pois teremos encontrado o nosso fundamento em Deus. O diálogo com os pensamentos é conveniente sobretudo no caso do medo, poie ele também tem o seu significado. Sem o medo nós não teríamos medida, querendo cada vez mais exigir de nós mesmos.

8. A FORMAÇÃO ESPIRITUAL DA VIDA
   Para os monges é muito importante a maneira como eles estruturam concretamente seu dia e que exercícios praticam. À primeira vista, isto parece algo exterior. Na realidade, porém, aí se decide se a vida será bem-sucedida ou não. Pois uma espiritualidade sadia necessita também de um estilo de vida sadio.
   O patriarca Pambo nos ensina 3 exercícios para chegar a maturidade espiritual:
a) Jejuar durante o dia todo;
b) Manter-se em silêncio, (calar);
c) Muito trabalho manual.
   A espiritualidade dos primeiros monges tem a força de formar e transformar a vida. A espiritualidade dos monges produziu uma cultura de vida. Ela nos desafia ainda hoje a nos deixarmos penetrar espiritualmente por ela, a cultivar uma vida espiritual que se torne visível também exteriormente.

9. MANTENDO A MORTE DIARIAMENTE DIANTE DOS OLHOS
   Os monges vivem na consciência de sua morte. E isso os torna interiormente mais vivos e mais presentes. O pensar na morte liberta-os de todo medo. O pensar na morte tira de nós o medo porque paramos de depender do mundo, de nossa saúde e de nossa vida.
   O pensar na morte também nos possibilita viver e experimentar conscientemente cada momento como dádiva da vida e saboreá-la dia-a-dia. A pessoa que mantém a morte diante dos olhos o tempo todo supera facilmente a tristeza e a estreiteza da alma.

10. A CONTEMPLAÇÃO COMO CAMINHO DE CURA
   O ser humano não pode ser curado em seu interior somente com disciplina. O lidar com os pensamentos e os exercícios concretos são um bom auxílio para as paixões se aquietarem e a alma se tornar saudável. Porém, somente a contemplação é que produz a cura verdadeira.
   A contemplação é a oração pura é a oração continuada, a oração acima dos pensamentos e sentimentos, a oração da união com Deus. A dignidade humana consiste em unir-se a Deus através da oração.
   Pela oração, o homem deve libertar-se primeiramente de suas paixões e, sobretudo, da ira e das preocupações. É através da oração que o homem vê sua própria luz. E é por esta luz que ele descobre a sua própria natureza, que é toda reluzente e tem parte na luz de Deus.
   O caminho espiritual dos primeiros monges é um caminho místico e mistagógico, um caminho que nos conduz para dentro de Deus. A meta do caminho espiritual, segundo os monges, é unir-se ao Deus Uno e Trino.
   É através da oração que podemos mergulhar no espaço do verdadeiro silêncio; silêncio em que tudo está salvo, curado e integrado; silêncio onde sentimos uma profunda paz, apesar de todas as feridas e humilhações.

11. A MANSIDÃO COMO SINAL DO HOMEM ESPIRITUAL
   A finalidade do caminho espiritual não está no grande asceta, naquele que jejua com perseverança, no homem conseqüente, mas no homem manso. A mansidão é sinal do homem espiritual. A mansidão é um sinal de que nós compreendemos a Cristo e de que o estamos seguindo.
   Um homem manso atrai e interessa a muitas outras pessoas. O homem que encontra a sua mansidão não precisa persuadir os hereges para a fé a partir de sua ortodoxia, ele não tem necessidade de evangelizá-los. Sua mansidão é um testemunho suficiente de Cristo. Quem encontra a sua mansidão, encontra a Cristo e irá reconhecê-lo através dela.
   A mansidão e a misericórdia são os critérios de uma espiritualidade autêntica. Somente quando os homens se tornarem mansos e tratarem seus semelhantes com misericórdia, somente então passarão a anunciar uma espiritualidade que seja ao modo de ser de Cristo.

12. CONSIDERAÇÕES FINAIS
   Para muitos, as sentenças e os escritos dos padres do deserto, parecem estar muito distantes de nossa realidade. Nem sempre é fácil penetrar nesta linguagem tão diferente de nosso cotidiano. Porém, no momento em que descobrirmos a sabedoria que reside nas palavras dos padres do deserto, dificilmente as abandonaremos. Elas são uma fonte não só para a vida espiritual, mas também para a psicologia.
   Os monges nos ensinaram que o anseio por Deus é o que os estimula a ir para o deserto, a lutar de modo conseqüente com as paixões e a se manter a ascese. Deus para eles é pura e simplesmente a realidade. É por causa de Deus que eles abandonam o mundo e enfrentam com coragem a luta. Fica evidente que os monges já sentiram o gostinho de Deus e por isso não descansam enquanto não o tiverem encontrado.
   Os padres do deserto afirmam que somente através do caminho do encontro franco conosco mesmos, através da obediência, escutar os nossos pensamentos e sentimentos, aos nossos sonhos, ao nosso corpo, ao nosso trabalho e ao nosso relacionamento com as outras pessoas, chegaremos ao Deus que tudo transforma. O que os monges nos querem transmitir hoje é seu otimismo, isto é, que somos pessoas capazes de trabalhar-nos, que não estamos entregues irremediavelmente aos nossos planos e à nossa educação ou mesmo às situações sociais, mas que vale a pena formar-nos e transformar-nos, por meio da ascese, até que a imagem de Deus que está em mim resplandeça límpida.
   Podemos encontrar o nosso verdadeiro eu, isto é haveremos de encontrar Deus que, através da oração e da contemplação, nos cura de nossas mais profundas feridas e acalma os anseios de nosso coração.

Jorge Francisco Heiss Hahn*


*Acadêmico do III semestre do bacharelado em Teologia, na Faculdade de Teologia e Ciências Humanas (Itepa Faculdades).
KENIA- PRIMAVERA

Kennia lança seu primeiro CD solo, intitulado "Primavera".

Kennia é de Caratinga-MG e começou a cantar ainda criança nas coroações à Nossa Senhora e nas peças teatrais de sua comunidade paroquial. Durante a adolescência, também cantava em missas, grupos de oração, retiros e encontros. Aos quinze anos foi premiada por sua primeira composição musical que foi gravada e tocada em todas as rádios da região. Nesse momento decidiu montar uma banda e cantar em shows e encontros da região.

Desde 2001, mora em Belo Horizonte e estuda música na UFMG. Durante algum tempo, participou da Comunidade e da Banda Nova Aliança onde viajou por todo o Brasil e Portugal. Hoje, trabalha com coral, musicalização infantil e trabalhos sociais relacionados à música.

Kennia decidiu então, lançar seu CD solo, pois sentiu o chamando a ser um instrumento de Deus através da música. Cantar as maravilhas que Deus fez em sua vida e através de suas canções levarem os outros a um encontro pessoal com Deus.

No show da CODIMUC, dia 20 de abril de 2005 no Credicard Hall, fez grande sucesso com sua música e com certeza, será a cantora revelação do ano de 2005.

01 Novo Tempo
02 Primavera
03 Fez Em Mim Maravilhas
04 Descerá
05 Vem Cantar
06 Valer a Pena
07 Momento de Graça
08 A Minh?alma Tem Sede de Deus
09 És Filho
10 Herança
11 A Vida é Bela
12 És Tu Que Eu Amo
13 A Fonte
14 Voltei, Senhor
15 Vida
16 A Vida é Bela - Ao Vivo 



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JUDAS E JESUS

Sinopse: Judas Iscariotes. Um humilde vendedor de vinho, com um toque de froz rebeldia. Ressentido com o tratamento recebido por seu povo pelos opressores romanos, Judas quer ação radical. Ouvindo rumores de um Messias entre eles, Judas acha que chegou a hora. Ele procura Jesus de Nazaré, o calmo profeta, que prega o amor, cura os doentes e conduz a cena. Bem recebido no seu grupo de discípulos, Judas cai imediatamente nas graças de Jesus. Mas as tensões logo surgem. Enquanto Jesus demonstra poderes espirituais e rejeita a violência, Judas tem em mente táticas mais concretas. Esse conflito de ideias e ciúme de Judas conspiram com os acontecimentos. Quando as autoridades se aproximam, Judas se deixa cometer a pior das traições. O destino de Jesus é selado com um beijo.

Tamanho: 258 mb
Formato: rmvb
Hospedagem: Megaupload


DOR E SILÊNCIO
Algumas pessoas tem o dom de perceber e sentir a mesma intensidade o sofrimento do próximo, esses são anjos enviados a nós no momento de sofrimento, para nos ajudar com palavras ou com o simples silêncio de uma boa companhia.

O autor Leo Buscaglia foi certa vez convidado a ser jurado de um concurso numa escola, cujo tema era: "A criança que mais se preocupa com os outros".

O vencedor foi um menino cujo vizinho - um senhor de mais de oitenta anos - acabara de ficar viúvo.

Ao notar o velhinho em seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.

Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.

- Nada - disse o menino - Ele tinha perdido a sua mulher e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a chorar.

As vezes o silêncio ajuda muito mais do que palavras. Há coisas que nos acontecem e nada que nos digam naquela hora é capaz de nos confortar, somente o tempo cura e ameniza o sofrimento, mas não somente o tempo e sim a nossa vontade de seguir a diante apesar de algumas percas que acontecem em nossas vidas. Somente nós podemos curar nossas feriadas, guarde os momentos bom para sempre, o que foi ruim esqueça, pois de nada adianta ficar guardando magoas em seu coração.



Colaborador: Everton Fernandes

Artigo

Para uma Igreja na pós-modernidade

   A Igreja não é do mundo, mas está inserida no mundo. É neste sentido que a temporalidade impõe à Igreja a árdua tarefa de transformar-se continuamente, tendo presente o grande desafio de dar uma resposta significativa ao mundo de hoje, sem deixar descaracterizar sua mensagem central. Em outras palavras, busca-se dialogar de uma forma madura com o pensamento e a organização da sociedade contemporânea de forma a gerar um crescimento mútuo.
   Os homens de nosso tempo são testemunhas de um momento ímpar na história da humanidade. Somos os responsáveis pelo futuro de uma sociedade que desafia continuamente seus próprios limites, tendo a racionalidade científica na vanguarda deste movimento. Tudo passa cada vez mais depressa, de modo que uma pessoa que tenha hoje 80 anos viu mais transformações do que as ocorridas em todo o milênio anterior. Ao mesmo tempo em que isso abre um enorme leque de possibilidades, torna-se extremamente difícil à própria humanidade acompanhar tamanho feito.
   A urbanização massiva é uma das mais evidentes provas da mudança de paradigma. 2007 foi um ano histórico em que mais da metade da humanidade passou a viver em cidades, firmando de vez o predomínio da cultura urbana. Os novos ditames giram em torno da criação de um novo modelo de relações, potencializado com o advento da era digital e da cultura midiática.
   O rompimento na transmissão da cultura e, consequentemente, da fé entre as gerações apresenta-se como um dos maiores desafios para a Igreja. Este meio privilegiado e natural de difusão da fé perde terreno a cada dia, colocando em xeque a capacidade da Igreja em usar de outros meios para penetrar nas veias da sociedade contemporânea. Aqui reside a questão chave: como converter ou adequar as estruturas existentes – senão reconstruí-las por completo – com a finalidade de permitir que a Palavra da Igreja possa ser ouvida nos novos areópagos? Paulatinamente é perceptível que a organização em torno do sistema paroquial não assume por si só um local de destaque frente a todos os encantos e possibilidades abrigados pela cidade. A Igreja passa a ser apenas mais uma instituição entre tantas, com uma “função” específica na sociedade, mas sem capacidade de influência no que concerne aos seus valores fundamentais, isso quando não passa completamente despercebida.
   Ora, a partir do momento em que prevalece a estrutura – exatamente aquilo que o Congresso Teológico 2011 se propôs a discutir – fica claro quão forte é o secularismo que estrangula a Igreja. A busca pela renovação das estruturas remete a novos referenciais capazes de inserir a Igreja em todos os ambientes, na integralidade da vida pós-moderna. Esta meta coloca a necessidade de partir de baixo, a partir de experiências que ao mesmo tempo se insiram na dinâmica de vida atual e sejam capazes de contribuir na edificação de referenciais seguros aos homens de nossos tempos. A Igreja primitiva, expressa no ideal das primeiras comunidades, buscava ser um ponto de apoio frente a uma sociedade opressora e idólatra. A partir desta experiência o cristão edificava sua vida de acordo com os princípios do Evangelho. Hoje eles embarcaram com a crise estrutural, também porque não conseguem mais contribuir nos ambientes de convívio e interação.
   Quem faz a experiência de vivência dos valores evangélicos não tem dúvida de que eles podem cooperar imensamente com o mundo de hoje. A espiritualidade é fundamental para contribuir com as escolhas necessárias. Aliás, aqui aparece outra característica marcante de nossos tempos: são infinitas as opções e estilos, modos de ser; cabe a cada um desenvolver critérios de vida frente à enorme crise da moral. A estrutura ajuda, mas – seja ela qual for – nunca pode esquecer-se de que Deus tem um maravilhoso plano para a humanidade, capaz de potencializar o sentido da existência humana na terra.
   A proposta que se pretende apresentar aqui é a de uma inserção verdadeira e profunda do cristão no mistério da fé. No seu berço a Igreja tinha uma grande ênfase querigmática, valorizando a experiência da conversão sincera, de modo a inserir a pessoa que assim quisesse na profundidade da vida cristã. Apesar dos grandes feitos dos primeiros séculos, a experiência primitiva não se apoia em uma Igreja das multidões. Antes, de trata de um grupo bem consciente e com uma fé vigorosa e testemunhal, capaz de fazer do testemunho seu grande referencial. Esta prática e vivência de fé despertava interesse neste modo todo especial de ser. Com isso, a Igreja foi crescendo.
   Com o tempo esta característica originária cedeu lugar a uma religião das massas, que foi perdendo seu elã. A Igreja das casas cedeu lugar aos grandes templos. Esta estrutura parece ser necessária e muito útil ao culto, mas até que ponto ela consegue ser um espaço de iniciação cristã? Em um momento histórico em que a sociedade está perdendo seus referenciais cristãos, urge a constituição de novos espaços capazes de suprir esta necessidade. Não seria o momento de voltarmos às pequenas comunidades como base eclesial? Não é delas que devem brotar as experiências de fé capazes de atrair o motivar para a vivência dos ensinamentos de Jesus?
   As iniciativas no sentido proposto tendem a contribuir na evangelização, aliviando a carga e o peso das “estruturas caducas”. Claro que não se pode imaginar este movimento apenas como a transferência do mesmo modelo vigente, criando como que “mini paróquias”. Pelo contrário, é preciso investir na formação e conversão dos próprios líderes de hoje, tornando aptos a testemunharem o evangelho, despertando para a consciência de que é preciso crescer na fé e assumir a missão de batizados. Busca-se assim, fazer de cada cristão um difusor da Palavra de Deus, seja por atos ou palavras, despertando os que estão na sua esfera de convívio para a busca da mesma experiência. Com esta ênfase é possível tornar a paróquia, mais dinâmica, enriquecendo-a e transformando-a aos poucos, a partir de baixo.
   Como não é o objetivo deste texto apresentar um modelo pronto, mas apenas uma perspectiva de atuação, permanece o grande desafio de conversão, sempre apontando para aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.


Eberson Fontana*


*Acadêmico do III semestre do bacharelado em Teologia, na Faculdade de Teologia e Ciências Humanas (Itepa Faculdades).
Evangelho Lucas 1,26-38     Sexta-Feira, 7 de Outubro de 2011

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Naza­ré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”

29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.

38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.
A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.
A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.
Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: "Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério".
Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas - por isso Rosário - é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Lc 11,5-13

Evangelho do dia

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá.
11Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

- Palavra da Salvação.

São Bruno

06 de outubro
São BrunoHoje lembramos o santo que se tornou o fundador da Ordem dos Cartuxos, considerada a mais rígida de todas as Ordens da Igreja, e que atravessou a história sem reformas.

Filho de família nobre de Colônia (Alemanha), nasceu em 1032. Quando alcançou idade foi chamado pelo Senhor ao sacerdócio, e se deixou seduzir. Amigo e admirado pelo Arcebispo de Reims, Bruno, inteligente e piedoso, começou a dar aulas na escola da Catedral desse local, até que já, cinquentenário e cônego, amadureceu na inspiração de servir a uma Ordem religiosa.
Após curto estágio num mosteiro beneditino, retirou-se a uma região chamada Cartuxa com a aprovação e bênção de São Hugo, Bispo de Grenoble, o qual lhe ofereceu um lugar. Isto se deu graças a um sonho que São Hugo teve. Neste sonho, apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso. Após este sonho, o Bispo recebeu a visita de Bruno que estava acompanhado por seis companheiros monges. Ao ver os sete varões, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho e concedeu-lhes as terras onde São Bruno iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus. Com os monges companheiros, observava-se absoluto silêncio, a fim do aprofundamento na oração e à meditação das coisas divinas, ofícios litúrgicos comunitários, obediência aos superiores, trabalhos agrícolas, transcrição de manuscritos e livros piedosos.
Quando um dos discípulos de São Bruno tornou-se Papa (Urbano II), teve ele que obedecer ao Vigário de Cristo, já que o queria como assessor, porém, recusou ser Bispo e após pedir com insistência ao Sumo Pontífice, conseguiu voltar à vida religiosa, quando juntamente com amigos de Roma, fundou no sul da Itália o Mosteiro de Santa Maria da Torre, onde veio a falecer no dia 6 de outubro de 1101.
As últimas palavras foram: "Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue, verdadeiros, de Jesus Cristo".

São Bruno, rogai por nós!

terça-feira, 4 de outubro de 2011



O novo cd do Padre Marcelo Rossi “Ágape Musical” é inspirado no livro “Ágape”, Best Seller que já vendeu mais de 5 Milhões de cópias.

Lista de Músicas

1. O bom Pastor (Oração)
2. Meu Mestre
3. Âncora do Amor
4. Força e Vitória
5. Eu te amo tanto
6. Misericórdia
7. Maria de Nazaré
8. Amar como Jesus amou
9. Sou teu anjo
10. Levanta e Anda
11. Incendeia minha alma
12. Rio de águas vivas
13. Te louvarei (Draw me close)
14. Faz um milagre em mim
15. O meu lugar é o céu
16. Maria da minha infância
17. Maria passa na frente (Oração)
Lançamento: 2011Servidor: Wupload (veja aqui como baixar)
Tamanho: 104 Mb

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Colaborador: Everton Fernandes

SinopseO livro de Rute é um manual de instruções sobre relacionamentos familiares, o qual além de determinar claramente que o compromisso é a chave para qualquer relação interpessoal, revela um amor triunfante em face da adversidade. Conheça a jornada altruista de amor e devoção de Rute, uma jovem viúva que, após a morte de seu marido, escolhe deixar Moabe, sua terra natal, e seguir a sogra, Naomi, em direção à Israel. Porém, como essa atitude poderá afetar todo o curso de sua vida? Com um final surpreendente, o livro de Rute – que narra fielmente a história bíblica homônima – retrata a vida de uma família fiel que vivia em um vilkarejo e honrava Javé. Por meio deste DVD, que traz uma importante mensagem para todos, saiba que Deus usa as pessoas simples e cria acontecimentos comuns para alcançar seus grandes propósitos.

Qualidade: DVDRip
Formato: rmvb
Tamanho: 276 Mb
Idioma: Portugues



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SE TE PROCURAM...
Se te procuram...

Com frio... É porque você tem o cobertor.
Com alegria... É porque você tem o sorriso.
Com lágrimas... É porque você tem o lenço.
Com versos... É porque você tem a música.
Com dor... É porque você tem o curativo.
Com palavras... É porque você tem a audição.
Com fome... É porque você tem o alimento.
Com beijos... É porque você tem o mel.
Com dúvidas... É porque você tem o caminho.
Com orquestras... É porque você tem a festa.
Com desânimo... É porque você tem o estímulo.
Com fantasias... É porque você tem a realidade.
Com desespero... É porque você tem a Serenidade.
Com entusiasmo... É porque você tem o brilho.
Com segredos... É porque você tem a cumplicidade.
Com tumulto... É porque você tem a calma.
Com confiança... É porque você tem a força.
Com medo... É porque você tem o AMOR!

(autor desconhecido)

Ninguém chega até VOCÊ por acaso.
Em "TUDO" há o propósito de Deus!
Inclusive em você estar lendo aqui, agora.
Por esta razão e outras, repasse a tantos quanto puder.
Afinal...
"Você pode até não ser ninguém para este mundo, mas é o mundo para alguém"

Todos nós temos uma missão, todos nós possuímos talentos as vezes nem percebemos, mas se alguém lhe procurar é por que ela sabe que você pode a ajudar de alguma forma, é por que sente-se bem ao seu lado. Seja o mundo para alguém, e sinta a felicidade em poder ajudar o próximo de alguma forma, é muito gratificante!

Um forte abraço!!



Colaborador: Everton Fernandes

Lc 10,38-42

Jesus entrou num povoado, e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Ela tinha uma irmã, Maria, a qual se sentou aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com os muitos afazeres da casa. Ela aproximou-se e disse: "Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!" O Senhor, porém, lhe respondeu: "Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada".

São Francisco de Assis

Filho de comerciantes, Francisco Bernardone nasceu em Assis, na Umbria, em 1182. Nasceu em berço de ouro, pois a família tinha posses suficientes para que levasse uma vida sem preocupações. Não seguiu a profissão do pai, embora este o desejasse. Alegre, jovial, simpático, era mais chegado às festas, ostentando um ar de príncipe que encantava.

Francisco logo percebeu não ser aquela a vida que almejava. Chegou a lutar numa guerra, mas o coração o chamava à religião. Um dia, despojou-se de todos os bens, até das roupas que usava no momento, entregando-as ao pai revoltado. Passou a dedicar-se aos doentes e aos pobres. Tinha vinte e cinco anos e seu gesto marcou o cristianismo. Foi considerado pelo papa Pio XI o maior imitador de Cristo em sua época.
A partir daí viveu na mais completa miséria, arregimentando cada vez mais seguidores. Fundou a Primeira Ordem, os conhecidos frades franciscanos, em 1209, fixando residência com seus jovens companheiros numa casa pobre e abandonada. Pregava a humildade total e absoluta e o amor aos pássaros e à natureza. Escreveu poemas lindíssimos homenageando-a, ao mesmo tempo que acolhia, sem piscar, todos os doentes e aflitos que o procuravam. Certa vez, ele rezava no monte Alverne com tanta fé que em seu corpo manifestaram-se as chagas de Cristo.
Achando-se indigno, escondeu sempre as marcas sagradas, que só foram descobertas após a sua morte. Hoje, seu exemplo muito frutificou. Fundador de diversas ordens, seus seguidores ainda são respeitados e imitados.
Franciscanos, capuchinhos, conventuais, terceiros e outros são sempre recebidos com carinho e afeto pelo povo de qualquer parte do mundo.
Morreu em 4 de outubro de 1226, com quarenta e quatro anos. Dois anos depois, o papa Gregório IX o canonizou. São Francisco de Assis viveu na pobreza, mas sua obra é de uma riqueza jamais igualada para toda a Igreja Católica e para a humanidade. O Pobrezinho de Assis, por sua vida tão exemplar na imitação de Cristo, foi declarado o santo padroeiro oficial da Itália. Numa terra tão profundamente católica como a Itália, não poderia ter sido outro o escolhido senão são Francisco de Assis, que é, sem dúvida, um dos santos mais amados por devotos do mundo inteiro.
Assim, nada mais adequado ter ele sido escolhido como o padroeiro do meio ambiente e da ecologia. Por isso que no dia de sua festa é comemorado o "Dia Universal da Anistia", o "Dia Mundial da Natureza" e o "Dia Mundial dos Animais". Mas poderia ser, mesmo, o Dia da Caridade e de tantos outros atributos. A data de sua morte foi, ao mesmo tempo, a do nascimento de uma nova consciência mundial de paz, a ser partilhada com a solidariedade total entre os seres humanos de boa vontade, numa convivência respeitosa com a natureza.O Senhor sempre nos vem como a brisa de Elias. Francisco, um jovem muito pródigo, de coração aberto e cheio de doação - mesmo na época em que esbanjava com os amigos -, soube deixar Deus falar. Francisco não só falou, mas soube ouvir. Aquele jovem que se dedicava aos afazeres de sua época, que tinha o desejo de ser cavaleiro, que estava sempre à disposição dos amigos, criou um coração aberto ao outro, pois, como mostra Celano, mesmo antes de "abraçar a religião", o jovem sabia abrir-se à necessidade alheia.

Quando teve a experiência de aproximar-se do leproso que caminhava na mesma estrada que ele, e sentindo-se abrasado pelo fogo do Senhor, percebeu que Deus estaria naquilo e naqueles os quais muitos desprezavam. Por isso, Francisco procurou o que ninguém queria, pois sabia que Deus estaria ali, esperando-o para lhe falar ao coração, O Senhor alcança Francisco pela sua largeza de coração e não por sua virtude; Francisco deixa-se alcançar, pelo seu largo desejo do melhor, do mais sublime, reconhecendo-o em Cristo, único Senhor e mestre.
Peçamos a Francisco que nos ensine a ter um coração aberto e ao alcance de Deus.

São Francisco, rogai por nós!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

04 de outubro de 2011!!!!!!!!!!!!

Amigos, irmãos, colaboradores, queremos compartilhar com vocês e com o mundo a alegria de sermos consagrados!

Neste dia 04 de outubro de 2011 a Comunidade Morada do Senhor está de aniversário: 2 anos do Reconhecimento Diocesano dos nossos Estatutos e Regimento e o acolhimento da mãe Igreja de nossa cosangração.

Podemos dizer que é uma bênção consagrar-se a Deus e à Igreja!

Agradecemos a Deus, ao nosso Bispo D. Antônio Carlos, aos padres de nossa diocese, à fidelidade de cada irmão. Deus seja louvado!

Protomártires do Brasil

Protomártires do BrasilDentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Estes martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que o Pe. André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú e o Pe. Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros.

No Engenho de Cunhaú, principal pólo econômico da Capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por 70 pessoas sob os cuidados do Pe. André de Soveral. No dia 15 de julho chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe Jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos, feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava.
Dizendo-se em missão oficial pelo Supremo Conselho Holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens do Conselho após a missa dominical no dia seguinte. Durante a Santa Missa, após a elevação da hóstia e do cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e se deu início à terrível carnificina: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos tapuias e dos potiguares.
A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o Rio Grande e capitanias vizinhas, mesmo suspeitando dessa conivência do governo holandês, alguns moradores influentes pediram asilo ao comandante da Fortaleza dos Reis Magos. Assim, foram recebidos como hóspedes o vigário Pe. Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, o Moço, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto. Os outros moradores, a grande maioria, não podendo ficar no Forte, assumiram a sua própria defesa, construindo uma fortificação na pequena cidade de Potengi, a 25 km de Fortaleza.
Enquanto isso, Jacó Rabe prosseguia com seus crimes. Após passar por várias localidades do Rio Grande e da Paraíba, Rabe foi então à Potengi, e encontrou heróica resistência armada dos fortificados. Como sabiam que ele mandara matar os inocentes de Cunhaú, resistiram o mais que puderam, por 16 dias, até que chegaram duas peças de artilharia vindas da Fortaleza dos Reis Magos. Não tinham como enfrentá-las. Depuseram as armas e entregaram-se nas mãos de Deus.
Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estêvão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia. Desse modo, os moradores do Rio Grande ficaram em dois grupos: 12 na Fortaleza e o restante sob custódia em Potengi.
Dia 2 de outubro chegaram ordens de Recife mandando matar todos os moradores, o que foi feito no dia seguinte, 3 de outubro. Os holandeses decidiram eliminar primeiro os 12 da Fortaleza, por serem pessoas influentes, servindo de exemplo: o vigário, um escabino, um rico proprietário.
Foram embarcados e levados rio acima para o porto de Uruaçu. Lá os esperava o chefe indígena potiguar Antônio Paraopaba e um pelotão armado de duzentos índios seus comandados. Repetiram-se então as piores atrocidades e barbáries, que os próprios cronistas da época sentiam pejo em contá-las, porque atentavam às leis da moral e modéstia.
Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".
A 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa João Paulo II beatificou os 30 protomártires brasileiros, sendo 2 sacerdotes e 28 leigos beatificados.

Protomártires do brasil, rogai por nós!

Lc 10,25-37

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” 26Jesus lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” 27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!” 28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?” 30Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”. E Jesus perguntou: 36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”. - Palavra da Salvação. - Glória a vós, Senhor.

Columba José Marmion

3 de outubro


José Aloísio Marmion nasceu na cidade de Dublin, na Irlanda, no dia 1º de abril de 1858. Seu pai, William, era irlandês e sua mãe, Ermínia, era francesa. O casal muito piedoso teve a graça de ver as três filhas se consagrarem a Deus, na Congregação das Irmãs da Misericórdia. Mais tarde, também o filho José, que ingressou no seminário diocesano da sua cidade natal, aos dezesseis anos de idade. Ele terminou os estudos de teologia no Colégio de Propaganda Fide, em Roma, onde foi ordenado sacerdote em 1881.
No inicio, seu sonho era ser monge missionário na Austrália, mas foi cativado pela atmosfera litúrgica da nova Abadia de Maredsous, fundada na Bélgica em 1872, a qual visitara pouco antes de regressar à Irlanda. Imediatamente, pediu ao seu bispo para ingressar nesse mosteiro, mas foi-lhe dito que esperasse mais algum tempo.
No seu ministério sacerdotal, de 1881 a 1886, conservou o zelo pastoral de missionário desempenhando várias funções: vigário em Dundrun, professor no Seminário Maior de Clonliffe, capelão de um convento de monjas redentoristas e de um cárcere feminino.
Só então obteve permissão para realizar o seu grande desejo de tornar-se monge beneditino. Ingressou na Abadia de Maredsous, na diocese de Namur, Bélgica, e, tomando o nome Columba, iniciou o seu noviciado. Foi um período difícil entre monges mais jovens, pois teve de mudar de costumes, cultura e língua; entretanto esforçou-se na formação da disciplina monástica e assim pôde emitir os votos solenes em 1891.
A partir desse momento, viveu intensamente o espírito monástico beneditino. A sua influência espiritual atingiu sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, os quais orientava para uma vivência fervorosa cristã através dos seus livros, traduzidos em mais de quinze idiomas: "Cristo, vida da alma", "Cristo nos seus mistérios" e "Cristo, ideal do monge", dos retiros e da sua direção espiritual.
Foi ele que, em 1914, quando rebentou a Primeira Guerra Mundial, levou alguns dos seus monges mais novos para a Irlanda. Mas dois anos depois, ele, sozinho, voltou para a Bélgica. Ali, quando a guerra terminou, constatou que o clima político do país não permitia uma ligação permanente com a Congregação alemã. Foi então que recebeu o pedido para começar a constituir uma nova, e somente belga. Assim, em 1920, fundou a "Congregação belga da Anunciação".
Columba Marmion exerceu cargos importantes, como diretor espiritual, professor e prior da Abadia de Mont-César, em Louvain, e terceiro abade de Maredsous. Ele faleceu em 30 de janeiro de 1923, vítima de uma epidemia de gripe. Na ocasião, a fama de sua santidade e mestre de vida espiritual se fazia presente em todo o mundo católico.
O papa João Paulo II declarou bem-aventurado Columba Marmion no Ano Santo do Jubileu de 2000. Sua festa litúrgica foi incluída no calendário para ser celebrada no dia 3 de outubro.

Bem-aventurado Columba Marmion, rogai por nós!

São Dionísio Areopagita

3 de outubro

Os cristãos sempre sofreram intensas perseguições, chacinas e saques durante o transcorrer dos séculos, principalmente no início da formação da Igreja. Tanto que muitos dos escritos foram queimados ou destruídos de outra forma. Por isso a memória da Igreja, às vezes, tem dados insuficientes sobre a vida e a obra de santos e mártires do seu passado mais remoto. Para que essas poucas evidências não se perdessem, ela se valeu das fontes mais fiéis da literatura mundial, que nada mais são do que as próprias narrações das antigas tradições orais cristãs preservadas pela humanidade.
Interessante é o caso dos dois santos com o nome de Dionísio, venerados pelo cristianismo. A data de hoje é consagrada ao Areopagita, sendo o outro santo, o primeiro bispo de Paris, festejado no dia 9 deste mês.
O Dionísio homenageado foi convertido pelo apóstolo Paulo (At 17,34) durante a sua pregação aos gregos no Areópago, daí ter sido agregado ao seu nome o apelido de Areopagita.
O Areópago era o tribunal supremo de Atenas, na Grécia, onde eram decididas as leis e regras gerais de conduta do povo. Só pertenciam a ele cidadãos nascidos na cidade, com posses, cultura e prestígio na comunidade. Dionísio era um desses areopagitas.
Nascido na Grécia, no seio de uma nobre família pagã, estudou filosofia e astronomia em Atenas. Em seguida, foi para o Egito finalizar os estudos da matemática. Ao regressar a Atenas, foi nomeado juiz. Até ele chegou o apóstolo Paulo, quando acusado ante o tribunal em que se encontrava Dionísio.
Dionísio, ao assistir à eloqüente pregação de Paulo, foi o primeiro a converter-se. Por isso conseguiu para si inimigos poderosos entre a elite pagã que comandava a cidade. Foi então que são Paulo acolheu o areopagita entre seus primeiros discípulos.
Logo em seguida, Dionísio foi consagrado pelo próprio apóstolo como bispo de Atenas. Nessa condição, ele fez muitas viagens a terras estrangeiras, para pregar e aprender a cultura dos outros povos. Segundo se narra, nessas jornadas teria conhecido pessoalmente são Pedro, são Tiago, são Lucas e outros apóstolos. Além de os registros antigos fazerem referência sobre ele na dormição e Assunção da Virgem Maria, a mãe do Filho de Deus.
Em Atenas, seus opositores na política conseguiram sua condenação à morte pelo fogo, mas ele se salvou, viajando para encontrar-se com o papa em Roma. Depois, só temos a informação do Martirológio Romano, na qual consta que são Dionísio Areopagita morreu sob a perseguição contra os cristãos no ano 95.

São Dionísio Areopagita, rogai por nós!