sábado, 11 de fevereiro de 2012

NOSSA SENHORA DE LOURDES

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES


Dóceis ao convite de vossa voz maternal, Ó Virgem Imaculada de Lourdes, acorremos a vossos pés junto da humilde gruta onde vos dignastes aparecer para indicar aos que se extraviam, o caminho da oração e da penitência, e para dispensar aos que sofrem, as graças e os prodígios da vossa soberana bondade.
Recebei, Rainha compassiva, os louvores e as súplicas que os povos e as nações oprimidos pela amargura e pela angústia elevam confiantes a vós. Ó resplandecente visão do paraíso, expulsai dos espíritos - pela luz da fé - as trevas do erro. Ó místico rosário com o celeste perfume da esperança, aliviai as almas abatidas. Ó fonte inesgotável de água salutar com as ondas da divina caridade, reanimai os corações áridos.
Fazei que todos nós, que somos vossos filhos por vós confortados em nossas penas, protegidos nos perigos, sustentados nas lutas, nos amemos uns aos outros e sirvamos tão bem ao vosso doce Jesus que mereçamos as alegrias eternas junto a vosso trono no céu. Amém.

 (Oração composta pelo Papa Pio XII)



ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE LOURDES - PEDINDO GRAÇAS

Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadete, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala e nós falamos com Ele. Ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus.
Nossa Senhora da gruta, dai-me a Graça que vos peço e que tanto preciso; (pedir a graça)... Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós! Amém!

Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai


Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!



Evangelho Marcos 8,1-10

1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2“Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”.
4Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” 5Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”.
6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que o distribuíssem. E eles os distribuíram ao povo.
7Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram.
9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.

Nossa Senhora de Lourdes

Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.
"Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.
Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, e, em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.
Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes. E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.
Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários Papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Bento XVI para nos alertar sobre este chamado.



Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!







sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dizeres dos Padres do Deserto

Um irmão egípcio veio ao Pai Zeno, na Síria, e se acusou diante do ancião sobre suas tentações. Cheio de admiração Zeno disse, "Os egípcios escondem as virtudes que possuem e acusam-se sem cessar de faltas que eles não tem, enquanto que os sírios e gregos fingem ter virtudes que não possuem e escondem as faltas das quais são culpados."


fonte: http://www.padresdodeserto.net/dizeres.htm

Santa Escolástica

Santa EscolásticaHoje, recordamos o testemunho daquela que foi irmã gêmea de São Bento, pai do monaquismo cristão. Ambos nasceram em 480, em Núrsia, região de Umbria, Itália.

Santa Escolástica começou a seguir Jesus muito cedo. Mulher de oração, ela sempre foi acompanhando o irmão por meio de intercessão. Depois, ao falecer seus pais, ela deu tudo aos pobres. Junto com uma criada, que era amiga de confiança e seguidora também de Cristo, foi ter com São Bento, que saiu da clausura para acolhê-la. Com alguns monges eles dialogaram e ela expressou o desejo de seguir Cristo através das regras beneditinas.
São Bento discerniu pela vocação ao ponto de passar a regra para sua irmã e ela tornou-se a fundadora do ramo feminino: as Beneditinas. Não demorou muito, muitas jovens começaram a seguir Cristo nos passos de São Bento e de Santa Escolástica.
Uma vez por ano, eles se encontravam dentro da propriedade do mosteiro. Certa vez, num último encontro, a santa, com sua intimidade com Deus, teve a revelação de que a sua partida estava próxima. Então, depois do diálogo e da partilha com seu irmão, ela pediu mais tempo para conversar sobre as realidades do céu e a vida dos bem-aventurados. Mas São Bento, que não sabia do que se tratava, por causa da regra disse não. Ela, então, inclinou a cabeça, fez uma oração silenciosa e o tempo, que estava tão bom, tornou-se uma tempestade. Eles ficaram presos no local e tiveram mais tempo.
A reação de São Bento foi de perguntar o que ela havia feito e desejar que Deus a perdoasse por aquilo. Santa Escolástica, na simplicidade e na alegria, disse-lhe: “Eu pedi para conversar, você não aceitou. Então, pedi para o Senhor e Ele me atendeu”.
Passados três dias, São Bento teve a visão de uma pomba que subia aos céus. Era o símbolo da partida de sua irmã. Não demorou muito, ele também faleceu.

Santa Escolástica, rogai por nós!

Mc 7,31-37

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade.
36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Espiritualidade

                                                            CREDO

         CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE
                         INTRODUÇÃO

Chamamos de "novíssimos" aos acontecimentos finais que se referem ao ser humano, de modo individual (a morte, o juízo particular, o purgatório, o céu ou o inferno) e de modo coletivo (Ressurreição dos mortos, segunda vinda de Cristo, Juízo final).

1. MORRER EM CRISTO (CAT 1005 A 1020)

Ensina o Catecismo da Igreja Católica que, para ressuscitar com Cristo, é preciso “deixar a mansão deste corpo”(II Cor 5,8). Considerando apenas o aspecto científico, a morte pode ser definida como a separação de corpo e alma, que se dá em virtude do desgaste da corporeidade (coração, pulmões, fígado, etc.) da pessoa. Tal fato é natural aos olhos da biologia, mas bem complexo aos olhos da fé, porque por ela sabemos que tudo não termina aí, mas começa um momento decisivo acerca do destino eterno do homem, que está relacionado com o Bem Supremo para o qual ele foi Criado: Deus, o seu Criador.
Para aquele que vê a vida e a morte como um mero acontecimento biológico, seu comportamento pode ser tanto de uma busca desenfreada pelos bens terrenos, como pode decair num tremendo descaso por si mesmo e pelos outros, e tais atitudes de vida chegam a comprometer terrivelmente seu destino final. Resta a Misericórdia divina, que busca o homem até o fim. Porém se cumpre compreender hoje tais acontecimentos à luz da fé, a fim de se deixar iluminar pela luz da doutrina verdadeira e bem gozar destes momentos finais pelos quais todos iremos passar.

1.1 A Morte é Conseqüência do Pecado Tomar Sb 1, 13/ Sb 2, 24

Deus não fez a morte nem tem prazer algum em que passemos por ela, mas foi por inveja do diabo que ela entrou no mundo. De fato, como ensina o Catecismo, o primeiro homem, constituído em uma amizade com o seu Criador e em harmonia consigo mesmo e com a criação que o rodeava, estava “destinado a não morrer” (Cat n. 1008), embora tivesse uma natureza mortal. A morte, pois, foi contrária aos desígnios de Deus Criador, e entrou no mundo como conseqüência do pecado.

1.2 A Morte é Transformada por Cristo

Porém, Deus, através de seu Filho Jesus, que assumiu a natureza humana e sofreu também Ele a morte, transformou a morte em porta para o Céu, para aqueles que aceitam a Salvação que Jesus trouxe. E assim, graças a Cristo, a morte cristã tem um sentido positivo: Se morremos “com Cristo”, podemos transformar nossa própria morte num ato de obediência e de amor para com o Pai, e vir conseqüentemente a “com Cristo viver” para sempre. Graças a isto, é que São Paulo pode dizer: “Para mim, o viver é Cristo, e morrer é lucro” (Fl 1, 21).

1.3 A Morte é o Acontecimento Final da Vida Terrestre Tomar Ecle 12,1.7

A morte é, assim, no seu sentido cristão, o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo de Graça e de Misericórdia que Deus oferece para que realizemos nossa vida segundo seu projeto e para decidirmos nosso destino último.
Ensina o Catecismo, apoiado em Hebreus 9, 27: “Quando tiver terminado o único curso da nossa vida terrestre, não voltaremos mais a outras vidas terrestres” (Cat n. 1013). Não existe pois reencarnação após a morte e é muito importante assistir às pessoas gravemente enfermas a fim de que se possam preparar conscientemente para a morte, pois o último ato livre anterior à morte decide toda a sorte póstuma do indivíduo, e somente na vida presente é dado converter-nos. Como não sabemos “o dia nem a hora”, cumpre preparar-nos sempre para este dia, em que se manifestará definitivamente o estado interno em que vivemos. Cumpre pois, a cada dia, deixarmos que se forme em nós a criatura nova, enquanto se definha o velho homem: “Enquanto nosso homem exterior vai definhando, o nosso homem interior vai-se renovando de dia a dia (II Cor 4, 16).

2. O JUÍZO PARTICULAR (CAT 1021 E 1022)Tomar Lc 16, 19-31/Lc 23, 43II Cor 5, 6s

Pode-se dizer, de acordo com a sã doutrina da Igreja, que o ser humano, logo após a morte, recebe de Deus uma iluminação em sua alma, em conseqüência da qual toma plena consciência do que foi realmente a sua vida terrestre e do seu real sentido e valor. Torna-se-lhe claro tudo o que fez e omitiu, de bem e de mal, até os últimos pormenores. Vê também sua posição diante de Deus, e se identifica com o juízo de Deus a respeito de cada um dos seus pensamentos, palavras, atos e omissões. Durante a vida terrestre, ainda podemos fugir de nós mesmos, de encarar nossa realidade à luz de Deus, mas logo após a morte não há essa possibilidade. Tudo se lhe torna transparente. E nesse momento, o amor que tem a Deus pode compeli-lo irresistivelmente à Bem-Aventurança Celeste ou ao estado prévio à visão de Deus (o purgatório); de forma análoga, o ódio ao Criador, uma vez comprovado, faz que a alma se afaste para longe do Senhor.

3. O PURGATÓRIO (CAT 1030 A 1032)Tomar I Cor 3, 10-16/Mt 5, 25s

O Magistério da Igreja se pronunciou oficialmente sobre o Purgatório no Concílio de Lião II, em 1274, nos seguintes termos: “Se (os cristãos que tenham pecado) falecerem realmente possuídos de contrição e piedade, antes, porém de ter feito dignos frutos de penitência por suas obras más e por suas omissões, suas almas depois da morte, são purificadas pelas penas purgatórias... Para aliviar estas penas, são de proveito os sufrágios dos fiéis vivo, a saber: O sacrifício da Missa, as orações, esmolas e outras obras de piedade que, conforme as instituições da Igreja, são praticadas habitualmente pelos cristãos em favor de outros fiéis”.

Explicações:
O amor de Deus não pode coexistir com tendências desregradas de egoísmo, vaidade, covardia, etc. Estas tendências são cada vez mais arraigadas no interior do homem, quanto mais ele peca. E o pecado deixa cicatrizes tais na sua alma, que mesmo depois de inteiramente perdoado por Deus no Sacramento da Reconciliação, o amor do pecador a Deus não é suficiente para extinguir o amor ao pecado renunciado. A eliminação deste amor desordenado pode ocorrer na vida presente por efeito da virtude da penitência do cristão, que assim destrói em si o chamado “corpo do pecado”. Caso isto não se dê, resta a oportunidade de o fazer no purgatório, pois ninguém pode ver Deus face a face se não ama como deve.
No purgatório não há fogo condenatório, mas um fogo purificador numa amarga consciência de ter esbanjado ou ignorado o amor de Deus que o cercava, e que por isto lhe é adiada a entrada no gozo definitivo de Deus, e condicionada às orações, às Eucaristias e aos méritos das orações dos cristãos aqui na terra, já que no purgatório ninguém pode aumentar por si mesmo seu amor a Deus.

4. O CÉU (CAT 1023 A 1029)Tomar Lc 13, 29/Lc 14, 16-24/ Mt 8, 11/Mt 22, 1-14/Mt 25, 1-12

O Papa Bento XII, em 1336, definiu solenemente a doutrina da Bem-Aventurança Celeste, concedida por Deus àqueles que morrem na Graça e amizade de Deus, e totalmente purificados de suas faltas: “Os Bem-Aventurados vêem a essência divina em visão intuitiva ou face a face, sem que a visão de alguma criatura se interponha; a essência divina se lhes mostra imediatamente sem véu, clara e abertamente. Vendo-a, nela se deleitam. Por tal visão e fruição, as almas são realmente felizes, possuem a vida e o repouso eterno”.
Como nenhuma criatura pode ver Deus por suas próprias faculdades, o Senhor mesmo robustece sua mente, infundindo-lhe a chamada “luz de glória”, pela qual contemplam as três Pessoas Santíssimas e todos os atributos de Deus, a Virgem Maria, os Anjos e todos os Bem-Aventurados. Além disso, vêem o plano de Deus sobre este mundo e as criaturas que estão diretamente relacionadas com cada qual (parentes, amigos, dependentes...) Veremos o autêntico valor de cada uma das criaturas, sem nos deixar iludir por aparências, como freqüentemente acontece na terra.
Aquele que está no Céu goza também da felicidade que lhe vem da inteligência e da vontade inteiramente submissa a Deus e identificadas com Ele.
No céu há vida plena e dinamismo, não no sentido de aperfeiçoamento, mas na afirmação de uma vida que chegou ao pleno desenvolvimento. Não há monotonia, porque o tédio é próprio da limitação desta vida, cujos bens são inadequados aos desejos do nosso espírito. Deus, por ser infinito, nenhum fastio pode gerar.

5. O INFERNO (CAT 1033 A 1037)Tomar Mt 13, 24-30/Mt 13, 47-50/Lc 16, 19-31/I Tim 5, 6. 11. 15/Gl 5, 19-21 II Cor 6, 9s/II Cor 2, 15/Ef 5, 5/II Tim 2, 12-20.

Em todo ser humano existe a tendência para o Bem infinito, que é Deus, porque Ele veio de Deus para voltar a Deus, maior felicidade que pode alcançar. Além disto, existe em todo homem uma vontade livre, que pode optar tanto pelo bem como pelo mal. Se a pessoa opta pelo bem e de acordo com a vontade divina dirige todos os seus atos, caminha para o Céu. Porém, se durante a vida faz contínuas opções por bens ilusórios, contrários à orientação divina, começa a viver em estado de dilaceração interior, e pode esconder de si e dos outros esta crise interior por uma vida de prazeres. Se porém, no último instante de sua existência se achar deliberada e voluntariamente voltado contra Deus, por opções incompatíveis com o amor ele, se condena a ficar definitivamente longe do Bem infinito, não porque Este não o ame ou não o tenha buscado até o fim, mas porque definitivamente optou contra Deus. A este estado irreversível se chama inferno.
Não há arrependimento depois da morte, pois esta estabiliza o homem na sua última opção. Aquele que está no inferno julga tudo de acordo com sua inclinação depravada, pois fez uma opção definitiva. Notemos que, para ir ao inferno, é necessário que tenha existido, em vida, consciência lúcida e vontade deliberada na adesão ao mal, e a morte o tenha encontrado assim.

Artigo da Escola de Formação Shalom
escoladeformacao@comshalom.org



Mensagem do dia

E, se for adiada essa hora, tenhamos por certo que não estamos ainda bem preparados nem dignos de tamanha glória que, a seu tempo, se revelará em nós, e tratemos de nos preparar para a morte. Bem-aventurado o servo. Diz o evangelista São Lucas, a quem o Senhor, quando vier, achar vigiando. Em verdade vos digo que o constituirá sobre todos os seus bens.

Evangelho Marcos 7,1-13

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado.
3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.
5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”.
9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

São Ricardo

Nasceu na Inglaterra, no século VII e teve três filhos que também foram reconhecidos pela Igreja como santos. Ao descobrir a sua vocação para a vida matrimonial, quis ser santo, mas também quis que seus filhos o fossem, formando uma família santa para Deus. Ele fez, diariamente, a sua opção, porque a santidade passa pela adesão da nossa liberdade. Somos livres, somos todos chamados a canalizar a nossa liberdade para Deus, o autor da verdadeira liberdade.
O santo inglês quis fazer uma peregrinação juntamente com os seus filhos chamados Winebaldo, Wilibaldo e Walberga. Mas, ao saírem da Inglaterra rumo à Terra Santa, passaram por Luca, norte da África, onde São Ricardo adoeceu gravemente e faleceu no ano de 722. Para os filhos, ficou o testemunho, a alegria do pai, a doação, o homem que em tudo buscou a santidade; não apenas para si, mas para os outros e para seus filhos.
São Bonifácio, parente muito próximo, convocou os filhos de São Ricardo para a evangelização na Germânia. Que linda contribuição! Walberga tornou-se abadessa; Wilibaldo, Bispo e Winebaldo fundou um mosteiro. Todos eles, como o pai, viveram a santidade.
São Ricardo foi santo no seu tempo. De família nobre, viveu uma nobreza interior, que precisa ser a de todos os cristãos; aquela que muitos podem nem perceber, mas que Deus está vendo.
Os frutos mais próximos que podemos perceber na vida desse santo são seus filhos que, assim como o pai, também foram santos. Ele quis ser santo e batalhou para sê-lo como Nosso Senhor Jesus Cristo foi, é e continuará sendo.
Sejamos santos.

São Ricardo, rogai por nós!

 CARNAVAL COM CRISTO



dois dias de festa e louvor ao senhor
dia 19 de Feveriro em Ametista do Sul
dia 20 em Frederico Westsfalem
PARTECIPE DESTA FESTA
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(055) 9932-6504
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Posse do Pe. Neimar em Rodeio Bonito - RS

No dia 29 de janeiro de 2012, o Pe. Neimar, durante a missa da festa da Padroeira Nossa Senhora dos Navegantes, recebeu a posse como Vigário Paroquial de Rodeio Bonito.

Como é costume naquela paróquia, é feita a procissão com a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes até a gruta, onde acontece a festa.
No sábado à noite a imagem sai da Igreja Matriz até o Posto na entrada da cidade. É feita a procissão luminosa.
No domingo de manhã, a procissão continua do Posto até a gruta. Neste ano a Comunidade Morada do Senhor foi convidada para conduzir a procissão. Fizemos reflexões sobre as virtudes de Maria, rezamos e cantamos, expressando nossa fé em Deus.
Enfim, a Santa Missa! O Pe. Claudiomiro presidiu a celebração e o Pe. Paulo e Pe. Neimar concelebraram.
O Pe. Paulo leu o decreto de posse do Pe. Neimar.

Depois da Missa participamos do almoço. Foi muito boa a participação dos fieis.

Confira algumas fotos da procissão e da Missa, na gruta.









FORMAÇÃO DA ALIANÇA EM PINHAL - RS



 O Pe. Neimar esteve presente na formação do grupo da Comunidade de Aliança de Pinhal - RS, no mês de janeiro de 2012.

O encontro foi dinâmico, profundo, onde todos fomos levados a refletir sobre a nossa fé e a nossa salvação.
É preciso reconhecer dentro de cada um em quem colocamos nossa fé. E então, podemos dizer:
A nossa fé está em Jesus Cristo, Salvador do mundo!

Esta é uma parte das pessoas presentes.

Deus abençoe e conserve este grupo unido pelo amor de Cristo!

ESPIRITUALIDADE

Evangelização: Iluminar toda a realidade humana



A evangelização pode variar conforme as diversas circunstâncias de tempo, lugar e cultura, mas em síntese, podemos dizer com o Papa Paulo VI (1975) que a evangelização compreende o testemunho de vida, o anúncio explícito, a liturgia da palavra, a catequese, a utilização dos meios de comunicação social, o contato pessoal, os sacramentos e a religiosidade popular.
Não podemos esquecer que o principal e o maior serviço que a Igreja oferece ao ser humano é comunicar-lhe a Boa Nova, convidando-o a participar da vida Divina, iluminando, desta forma, toda a realidade humana.
Evangelizar é a missão central da Igreja e de todos os crentes. De acordo com o decreto "Ad Gentes" de Paulo VI (1965) sobre a atividade missionária da Igreja, toda a Igreja é missionária. A obra de evangelização é um dever fundamental do Povo de Deus. Nessa linha, nada mais claro que a afirmação de São Paulo na primeira carta aos Coríntios: "Anunciar o Evangelho não é glória para mim, é uma obrigação que me é imposta; Ai de mim, se não evangelizar!".

Tarefa de todos

De acordo com a 3ª Conferência Geral do Episcopado Latino americano, a missão evangelizadora é de todo o povo de Deus. Esta é uma vocação primordial, sua identidade mais profunda. É sua felicidade. O povo de Deus como todos seus membros, instituições e planos existe para evangelizar. Precisamos escutar, com renovado entusiasmo, o mandato do Senhor: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura".
Por isso, cada casa pode tornar-se escola do Evangelho. Em qualquer lugar o cristão deve fazer resplandecer sua luz a fim de que quem passe próximo possa encontrar a fé. A Igreja deve despertar essa consciência e tornar capazes e crentes as testemunhas.

Evangelizar em profundidade

Na própria 3ª Conferência Episcopal Latino americana, citada acima, se chegou a conclusão de que a evangelização deve orientar-se à formação de uma fé pessoal, adulta, interiormente formada, operante e constantemente enfrentada com os desafios da vida atual nesta fase de transição.
E isso importa evangelizar "não de maneira decorativa, como aplicando um verniz superficial, mas de maneira vital, em profundidade, e isto até suas raízes - a cultura e as culturas do homem".
Tullio Faustino (BERETTA, 1995) acentua que são sujeitos da Evangelização - como Cristo seria - todos os homens de todos os tempos, de todos os lugares, de todas as condições... de qualquer raça e idade, de qualquer mentalidade e em qualquer situação.

Evangelização Cristocêntrica

O evangelho é uma notícia, e uma notícia boa. Mas não é somente isso. De acordo com José Prado Flores (1993, p.7), o Evangelho é o anúncio alegre de algo que já sucedeu: "a salvação integral do homem e de todos os homens, realizada pela morte, ressurreição e glorificação de Cristo Jesus. A proclamação está baseada em um feliz anúncio: Jesus já nos salvou!".
Na 3ª Conferência Episcopal Latino-americana, foi visto que é dever nosso anunciar claramente, sem deixar dúvidas ou equívocos, o mistério da encarnação: tanto a Divindade de Jesus Cristo, tal como professa a fé da Igreja, como a realidade e a força de sua dimensão humana e histórica.
Ainda nesta conferência, ficou claro que, durante a evangelização, nós "não podemos desfigurar, parcelar ou ideologizar a pessoa de Jesus Cristo, nem fazer dEle um político, um líder, um revolucionário ou um simples profeta, nem reduzir ao campo meramente privado Aquele que é o Senhor da história".
Portanto, evangelizar significa comunicar a todos os povos o plano de salvação desejado pelo Pai, realizado pelo Filho, difundido e anunciado pelo Espírito Santo por meio da Igreja.

Padre Luís Henrique EP

http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=5498

Mensagem do dia

 

Ela é a mestra da verdade e da disciplina, a luz do coração e o alívio nas tribulações; ela afugenta a tristeza, dissipa o temor, nutre a devoção, gera santas lágrimas. Que sou eu sem a graça, senão um lenho seco e um tronco inútil, que se atira ao fogo? Previna-me, pois, Senhor, a vossa graça e me acompanhe sempre e me conserve continuamente na prática das boas obras, por Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.
http://www.imitacaodecristo.com.br/conselho_dia.php

Evangelho Marcos 6,14-29

Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado.
18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

São Brás

O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.
Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.
Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.
São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.
Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.
Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.

São Brás, rogai por nós!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Hoje - Aniversário do Papa Bento XVI

Hoje - Aniversário do Papa Bento XVI

Hoje é comemorado o quinto aniversário do Pontificado de Bento XVI, que hoje completa 83 anos.

Papa Bento XVI
Hoje - Aniversário do Papa Bento XVI

O papa Bento XVI completou 83 anos hoje. Comemorado também o seu quinto aniversário de Pontificado.
Vamos orar por nosso Papa e pela nossa Igreja neste dia, para que ele supere todos os dias ruins que a igreja vem atravessando e prossiga a sua obra com a força do Espirito Santo de Deus

http://www.pnsconceicao.org/hoje-aniversario-do-papa-bento-xvi.

A vida consagrada diz respeito a toda a Igreja...

- 1. Muitas vezes nestes 25 anos de pontificado João Paulo II se manifestou a respeito da vida consagrada. Falou às mais diversas Ordens, Congregações, Institutos, sobretudo, por ocasião dos Capítulos Gerais. Em todas essas oportunidades a preocupação do Papa tem sido com a fidelidade dos consagrados ao próprio carisma, à própria espiritualidade e à própria missão, tendo sempre em vista a evangelização do mundo de hoje. O mundo necessita do consagrado. É um dos preciosos elementos que leveda a massa toda.

2. Um resumo das palavras do Papa temos no documento pós-sinodal de 25 de março de 1995 “Vita Consecrata”. Trata-se de uma vida profundamente arraigada nos exemplos e ensinamentos de Nosso Senhor. Ela é um dom de Deus Pai à sua Igreja por meio do Espírito Santo. A profissão dos conselhos evangélicos, característica da vida consagrada, faz com que os traços de Jesus pobre, virgem, obediente, adquiram especial visibilidade no meio do mundo. A vivência dos conselhos evangélicos atrai o olhar dos fiéis para o mistério do Reino de Deus atuante na história com a sua plena realização no fim dos tempos.
É um caminho de especial seguimento de Cristo. É um deixar tudo para estar com Cristo e colocar-se com Ele ao serviço de Deus e dos irmãos.
A vida consagrada diz respeito a toda a Igreja; não é uma realidade isolada e marginal. Está colocada no próprio coração da Igreja. É elemento decisivo para a sua missão, já que exprime a íntima natureza da vocação cristã e a tensão da Igreja-Esposa para a união com o único Esposo. A vida consagrada faz parte da vida, santidade e missão da Igreja.
3. Quando em 1994, ano do Sínodo sobre a vida consagrada e a sua missão na Igreja e no Mundo, os jornalistas perguntaram se, no final do milênio, não havia assunto mais importante do que este, respondeu-se-lhes que este era um assunto importantíssimo para o mundo de hoje porque o que mais faltava ao mundo era um suplemento de alma, uma espiritualidade, uma mística. Ora, com a vida consagrada deseja-se ajudar o mundo neste suplemento de alma, nesta espiritualidade, nesta mística. A profissão dos conselhos evangélicos coloca os consagrados como sinal e profecia para a comunidade dos irmãos e irmãs e para o mundo.
4. O aprofundamento da vida consagrada deve acontecer em uma tríplice dimensão: a da consagração, da comunhão e da missão.
4.1. A consagração só pode ser bem entendida na luz da consagração eucarística. O que acontece na consagração eucarística? Aí temos a mudança total do pão no corpo de Cristo e do vinho no sangue de Cristo.
Ora, a consagração religiosa é mudança total da pessoa em Jesus Cristo. A existência humana da pessoa se transfigura, se transforma, se converte, se muda, totalmente em Jesus Cristo. É entrega total a Nosso Senhor: é acolhimento total de Cristo na própria vida e na vida da Igreja. O consagrado faz de Cristo o sentido total da própria vida; preocupa-se em reproduzir, na medida do possível, “aquela forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo” (Lumen Gentium, 44). Às pessoas de vida consagrada Cristo pede uma adesão total, que implica o abandono de tudo (cf Mt 19,27), para viver na intimidade com Ele e segui-LO para onde quer que Ele vá (Apc 14,4).
A vida consagrada é, por isso, ícone da Transfiguração de Jesus no monte Tabor. É configuração a Cristo, é cristiformidade, prolongamento na história de uma presença especial do Senhor ressuscitado.
4.2. Comunhão... A vida consagrada é comunhão vista na luz da SS. Trindade. O Pai que, comunicando ao Filho a sua numericamente mesma natureza divina, comunga com o Filho por geração; o Pai e o Filho, comunicando ao Espírito Santo a sua mesma numericamente natureza divina, comungam com o Espírito Santo por espiração. Esta comunhão reflete-se na criatura racional através da Igreja que é povo de Deus a partir da unidade (=comunhão) do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Comunhão em Deus é abertura: o Pai está todo para o Filho; o Pai e o Filho estão todo para o Espírito Santo. Este “estar todo de um para o outro” é abertura de uma Pessoa Divina à outra. Assim também a comunhão eclesial é abertura das pessoas entre si, e isto especialmente na vida consagrada. A vida fraterna na vida consagrada apresenta-se como espaço humano habitado pela SS. Trindade, que difunde assim na história os dons da comunhão próprios das três Pessoas Divinas. A vida consagrada é um dos rastos concretos que a Trindade deixa na história para que os seres humanos possam sentir o encanto e a saudade da beleza divina.
4.3. Missão... A missionariedade está inscrita no coração mesmo de toda a forma de vida consagrada. Na medida em que o consagrado viver uma vida dedicada exclusivamente ao Pai (cf Lc 2,49; Jo 4, 34), cativada por Cristo (cf Jo 15, 16; Gal 1,15-16), animada pelo Espírito Santo (cf Lc 24,29; Atos 1,8; 2,4) ele coopera eficazmente para a missão do Senhor Jesus (cf Jo 20,21), contribuindo poderosamente para a renovação do mesmo.
As pessoas consagradas serão missionárias aprofundando continuamente a consciência de terem sido chamadas e escolhidas por Deus, para quem devem orientar toda a sua vida e oferecer tudo o que são e possuem, libertando-se dos obstáculos que poderiam retardar a resposta total do amor. Também o seu estilo de vida deve deixar transparecer o ideal que professam, sendo sinal vivo do Deus vivo e pregação persuasiva, mesmo que muitas vezes silenciosa, do Evangelho.

Conclusão
5. A vida consagrada faz parte intrínseca do Evangelho. Ela brota do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. É vivência a mais plena possível do Evangelho. Ela faz parte da estrutura carismática da Igreja, faz parte da vida e santidade da Igreja (Lumen Gentium, 44), santidade que é uma das notas essenciais da Igreja: Una Santa Católica Apostólica. Sem a vida consagrada a Igreja deixaria de ser Igreja, ver-se-ia privada de uma das notas essenciais do seu próprio ser íntimo. A Igreja produz santidade (a plenitude dos meios de salvação é confiada à Igreja) e ordena-se à santidade.
Não hesitemos! Trabalhando pela difusão da vida consagrada estamos trabalhando para uma nova primavera eclesial!

por Dom Aloísio Lorscheider

Mensagem do dia

Muita paz podíamos gozar, se não nos quiséssemos ocupar com os ditos e fatos alheios que não pertencem ao nosso cuidado. Como pode ficar em paz por muito tempo aquele que se intromete em negócios alheios, que busca relações exteriores, que raras vezes e mal se recolhe interiormente? Bem-aventurados os simples, porque hão de ter muita paz! (Da paz e do zelo em aproveitar)